O Golden Visa Portugal (ARI – Autorização de Residência para Atividade de Investimento) continua ativo em 2025/2026, mas com regras diferentes.
Com a entrada em vigor da Lei n.º 56/2023 (Mais Habitação), ficaram excluídos os investimentos em imobiliário e transferências de capital “puras” para novas candidaturas.
O Golden Visa ainda existe?
Sim. O programa mantém-se, mas focado noutros tipos de investimento, como por exemplo:
Fundos de investimento ou venture capital que apoiem empresas portuguesas
Projetos de investigação científica
Atividades culturais e artísticas
Criação ou expansão de empresas com impacto em emprego, inovação ou coesão territorial
Comprar casa ainda conta para o Golden Visa?
Não de forma direta. Hoje, o cenário mais comum é:
o investidor compra casa para uso próprio (residência, férias ou realocação), e
em paralelo faz um investimento qualificado num fundo ou projeto elegível, que é o que efetivamente dá acesso ao Golden Visa.
O Golden Visa mantém uma exigência de permanência bastante reduzida:
14 dias em cada período de 2 anos, o que corresponde a cerca de 7 dias por ano em média.
Para perfis que querem um “plano B” europeu sem residir a tempo inteiro em Portugal, continua a ser uma opção relevante.
O Visto D7 (também conhecido como “visto de rendimentos passivos” ou “visto de reforma”) é uma das vias mais populares para quem tem rendimento estável proveniente do estrangeiro e pretende viver em Portugal.
Quem se encaixa neste visto?
Reformados/pensionistas
Investidores com rendimentos de rendas, dividendos, juros ou direitos de autor
Pessoas com património financeiro que gera rendimento recorrente
Em 2026, as orientações apontam para um rendimento mínimo na ordem do salário mínimo nacional para o titular principal, com acréscimos para cônjuge e dependentes.
Como é que comprar casa ajuda no D7?
Não é obrigatório comprar um imóvel para obter o D7 — arrendar também é opção. Mas ter casa própria em Portugal é visto como fator de estabilidade, porque:
resolve de forma definitiva a questão da acomodação
reforça a ideia de residência efetiva no país
evita problemas com contratos de arrendamento de curta duração ou pouco claros
Na prática, quem já vem com um imóvel comprado tende a ter um processo documental mais simples na parte da habitação.
O Visto D8, conhecido como visto de nómada digital, destina-se a profissionais que trabalham remotamente para empresas ou clientes fora de Portugal — seja como colaboradores, freelancers ou empreendedores digitais.
Requisitos principais
As regras atuais apontam para:
Rendimento mensal mínimo de, pelo menos, quatro vezes o salário mínimo português
Comprovação de acomodação em Portugal (arrendamento ou propriedade)
Comprar casa compensa para o D8?
Para quem pensa ficar mais do que 1–2 anos, sim, pode fazer bastante sentido:
reduz a incerteza de contratos de arrendamento
facilita o enquadramento como residente
reforça a perceção de projeto de vida estável em Portugal
É especialmente relevante para perfis que procuram zonas como Lisboa, Cascais, Porto ou Algarve, muito procuradas por nómadas digitais.
Apesar de o Golden Visa já não aceitar investimento direto em imobiliário, muitos investidores mantêm uma abordagem combinada:
Investem num fundo elegível (que cumpre os requisitos legais do programa)
Compram casa em Portugal para uso pessoal, férias ou preparação de uma futura mudança definitiva
Desta forma, o fundo é o “bilhete” formal para o visto, enquanto o imóvel funciona como:
base para futuras estadias em Portugal
ativo patrimonial num mercado imobiliário que continua atrativo no segmento de luxo
possível fonte de rendimento (arrendamento de médio/longo prazo)
A residência fiscal em Portugal não depende apenas da compra de casa; depende sobretudo de:
permanecer mais de 183 dias por ano em Portugal, ou
ter uma habitação em condições que façam supor a intenção de residência habitual.
Ou seja, ter casa própria pode ser decisivo quando:
passa grande parte do ano em Portugal,
organiza a sua vida (família, escola, saúde, negócios) a partir daqui, e
declara essa realidade à Autoridade Tributária.
Isto permite aceder a:
sistema nacional de saúde (com as regras aplicáveis a residentes)
escolarização dos filhos em Portugal
regimes fiscais específicos para determinados perfis (como o enquadramento que sucedeu ao antigo NHR)
maior facilidade na gestão de investimentos, empresas e património no país
Depende do perfil, mas em muitos casos a resposta é sim, se fizer parte de uma estratégia estruturada.
Reformados e investidores passivos (D7)
Comprar casa ajuda a consolidar o processo e clarificar o projeto de vida em Portugal.
Nómadas digitais (D8)
Para quem ultrapassa a fase “testar o país durante um ano” e quer ficar, comprar imóvel faz sentido.
Empreendedores (D2)
Um negócio com base estável, mais um imóvel para residência, transmite solidez às autoridades.
Golden Visa via fundo
Ideal para quem quer residência com baixa permanência obrigatória, mas prefere já ter um imóvel no país para uso próprio.
Comprar casa em Portugal pode não garantir, por si só, um visto de residência — mas continua a ser um passo estratégico para quem procura estabilidade, qualidade de vida e uma porta de entrada para a Europa. E, para muitos investidores, é também uma forma de diversificar património num dos mercados imobiliários mais sólidos da região.
A PROPERSEAS acompanha diariamente clientes nacionais e internacionais que procuram casas e apartamentos de luxo para venda e arrendamento em Portugal, oferecendo aconselhamento personalizado, análises de mercado atualizadas e um serviço totalmente confidencial.
Se está a considerar investir, relocalizar-se ou iniciar um processo de residência em Portugal, a nossa equipa está preparada para o apoiar em todas as etapas — desde a seleção do imóvel até à articulação com consultores jurídicos e fiscais especializados.
Nota importante: A legislação de imigração e fiscalidade muda com frequência e cada caso tem especificidades próprias. Este artigo é um guia geral e não substitui aconselhamento jurídico ou fiscal especializado.